Primeiro foi Os Mulheres Negras. Inquieto. Desconfiado. Depois foi o Karnak (Estamos adorando Tókio). Que porra é essa? Tudo ao mesmo tempo agora?! Por último, Mafaro. Agora fudeu de vez. É de onde? Vai pra onde? Como? Por que? Atrás de respostas ou, quem sabe, mais dúvidas, fui ao Show Filme de André Abujamra, a mente por trás destas paradas (talvez não a única, mas a que está sempre por lá).
Treco indaguento. É show? É. É filme? É. - Que porra é essa? É isso. É tudo junto: filme, música, show, ao vivo, sampleado, tocado, gravado, filmado e reproduzido na hora.
Musicalmente tem de tudo do mundo todo. Brasil, Índia, África, Ásia, Norte, Sul. O que não pode ser executado no palco é sampleado, sem perder coesão com o som feito ao vivo (afinal a instrumentação é bastante ampla no disco).
Cinematograficamente é uma colagem de imagens de filmes antigos, com filmagens feitas pelo próprio Abujamra, com imagens ao vivo, com os convidados no disco cantando na tela, uma doideira mesmo.
André no palco é muito louco, muito real, muito singelo. É muito bom ver o cara, pois ajuda a fechar o conceito da obra dele. Das letras e da músicas. É possível enxergar a personalidade do cara no palco. Muito foda.
E ele ainda faz trilha pra cinema!
Só vendo.
Mafaro!
Diko Fara!